Fiscais do CRTR-SP fazem curso de Radiologia Industrial

O objetivo é preparar os profissionais para atuar também nesse segmento e, como é feito em outras áreas, combater irregularidades

Eduardo Ikeda, engenheiro e supervisor de proteção radiológica, foi quem ministrou o curso/Fotos: CRTR-SP
Durante dois dias, 10 e 11/5, os fiscais do Conselho Regional de Técnicos e Tecnólogos em Radiologia de São Paulo, da 5ª Região – passaram por curso de reciclagem sobre Radiologia Industrial. O objetivo é manter os profissionais do CRTR-SP – que fiscalizam o exercício da radiologia e subsetores – atualizados com o conhecimento necessário para continuar a atuar na Radiologia Industrial.
Realizado na sede do Conselho Regional, o curso foi ministrado por Eduardo Ikeda Terni, professor, engenheiro e também supervisor de proteção radiológica. No primeiro dia, 10/5, os fiscais tiveram contato com a parte teórica da Radiologia Industrial, incluindo mudanças na legislação, como a Resolução Conter 11/2016 – e novos métodos e equipamentos de atuação. Conceitos como as diferenças da radioscopia e gamagrafia, funcionamento do raio x e gama na geração de imagens, substâncias radioativas e suas variações e proteção radiológica na área industrial foram o tema.Além disso, foram revisadas as aplicações da Legislação da Radiologia, focadas na radiologia industrial. No segundo dia do curso, os fiscais visitaram duas empresas onde são aplicadas as técnicas radiológicas na indústria – uma de radioscopia e outra de gamagrafia.

 

Imagens e equipamentos da Radiologia Industrial

Ampliando e qualificando a fiscalização

Essa iniciativa do CRTR-SP complementa a especialização dos profissionais que atuam na fiscalização do exercício da Radiologia. Segundo Agnaldo Silva, presidente do CRTR-SP da 5ª Região, Radiologia Industrial precisa também estar no radar do trabalho desenvolvido pelos profissionais de radiologia e pelos Conselhos Regionais, e esse conhecimento é imprescindível para garantir o trabalho dos fiscais. “A exemplo da área médica, nós precisamos ter conhecimento da utilização e aplicação da radiação também na indústria. Isso tende a garantir o exercício correto da profissão, o que fatalmente implicará na qualidade dos produtos industriais que são submetidos à radiologia”, afirma.

Agnaldo Silva, presidente do CRTR-SP
Carlos Matiazzi, fiscal do CRTR-SP, também defende que o conhecimento e a atualização sejam elementos constantes na fiscalização a fim de obter bons resultados e uma ação mais enfática e precisa do CRTR. “Estamos sempre buscando bons resultados embasados em regimentos legais e conhecimento técnico. Com a Radiologia Industrial não seria diferente, só há uma fiscalização bem executada quando dominamos o assunto”, falou sobre o curso.

Para Ana Oliveira França, também fiscal CRTR-SP, essa oportunidade – de ter contato direto com a Radiologia Industrial – veio reforçar e ampliar o que ela sabia sobre o setor. “A possibilidade de visitar uma empresa e ver, na prática, como funciona a aplicação da radiologia na indústria foi uma coisa fascinante. Lá pudemos fixar tudo o que foi apresentado na teoria. Com isso poderemos garantir o correto exercício dos profissionais no segmento e ajudar para que produtos que são submetidos à inspeção radioativa, como rodas e pneus, por exemplo, tenham qualidade quando chegarem ao cliente e consumidor”, avaliou.

Radiologia Industrial no dia a dia

Esse segmento da radiologia, onde a radiação é usada de forma não destrutiva, trata basicamente de garantir a qualidade de produtos e peças utilizados em diversas áreas, como na indústria petroquímica, fábricas siderúrgica e automobilística, inspeções de segurança, construção de estradas e pavimentos, além da aviação e área militar.

Já no cotidiano, a aplicação da radiologia industrial está presente em produtos farmacêuticos, itens médicos descartáveis, no processo de eliminação de bactérias em cosméticos e alimentos e até mesmo no processo de criação de algumas pedras preciosas. Itens como latinhas de refrigerante e cerveja são submetidos à inspeção radiológica para garantir a qualidade e padronização ao chegar à mão dos consumidores, por exemplo.

 

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