Pesquisadores da Embrapa desenvolvem equipamentos de RMN para alimentos

Os métodos permitem a análise em tempo real de produtos in natura e embalados 

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Companhia Fine Instrument Technology (FIT), desenvolveu equipamentos de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) para análise de frutas, carnes, sementes e produtos industrializados. 

Os novos métodos prometem observações instantâneas da qualidade de grãos que fazem parte de importantes cadeias produtivas, como a soja e o amendoim. Com as tecnologias de RMN é possível conhecer, inclusive, o teor de óleo desses grãos em segundos.

Habitualmente, os estudos de RMN em alimentos costumam ser feitos com equipamentos semelhantes aos usados na medicina, – o que, além do alto custo, não permite a verificação dos produtos em suas próprias embalagens. Já os aparelhos criados pelos pesquisadores da Embrapa são compostos por um ímã, uma estação de transmissão e recepção de ondas de rádio e um computador, permitindo assim a observação tanto do produto in natura como os dos industrializados. 

Segundo informações do site Pesquisa Fapesp, a ressonância desta forma é possível porque os núcleos atômicos de cada elemento químico do material absorvem a energia em uma frequência específica. “Nos aparelhos usados em alimentos não se obtém uma imagem, mas sim se mede apenas o tempo de desaparecimento do sinal de rádio, que é proporcional à viscosidade do produto”, explica Luiz Alberto Colnago, responsável pelo estudo. 

Apesar de ser bem mais barato que os similares médicos, os primeiros modelos criados pela equipe da Embrapa ainda são caros para uso nos supermercados. 

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