fbpx

Câncer de Bexiga: medicamento inovador promete combate mais rápido à doença

Brasil é o segundo país a aprovar o Erdafitinib

O novo medicamento para tratamento do câncer de bexiga, Erdafitinib, foi aprovado em setembro, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Como primeira terapia-alvo, a medicação é indicada para pacientes com metástase e alterações no gene receptor do fator de crescimento de fibroblastos (FGFR, sigla em inglês). A promessa é de uma abordagem mais direta e inteligente, com respostas positivas e mais rápidas nos pacientes acometidos, já que se estima que um em cada cinco pacientes com metástase apresenta mutações no FGFR.

O principal objetivo é atingir e neutralizar as células cancerígenas de tumores uroteliais, inibindo sua atividade e crescimento, e assim, combater a doença. Sendo o câncer de bexiga uma doença de difícil tratamento, em especial, para pacientes com mestástica, que não respondem aos tratamentos convencionais de cirurgia, quimioterapia e radioterapia, o Erdafitinib é uma descoberta promissora e traz esperança para a cura mais rápida da doença, cuja terapia oral deve ser administrada uma vez ao dia.

O medicamento, desenvolvido pela Janssen Farmacêutica da Johnson & Johnson, teve aprovação acelerada, em Abril, pela FDA (Food and Drug Administration) – agência reguladora de medicamentos dos EUA. E em breve estará disponível no mercado brasileiro também, já que o Brasil, compartilhando desta inovação, é o segundo país a aprovar o Erdafitinib.

Como toda terapia medicamentosa, o medicamento não está isento de efeitos colaterais, dos quais incluem distúrbios oculares, hiperfofatemia (transtorno de eletrófito, no qual há um nível anormalmente elevado de fosfato no sangue) e toxidade embrionária fetal.

Com um valor que pode ser inacessível, classificado como medicação de alto custo – nos EUA, o valor médio para um tratamento de 28 dias é de 18.400 dólares, aproximadamente 76.000 reais – o medicamento ainda necessita de aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Com isso, os tratamentos tradicionais devem permanecer viáveis por um bom tempo.

Leia mais