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Estudo avalia RM como método complementar para detecção do câncer de mama

Pesquisadores europeus estudam a eficácia da ressonância magnética, como método complementar, para a detecção do câncer de mama em mulheres com mamas muito densas

Foto: Reprodução/Divulgação Internet

Um estudo realizado nos Países Baixos (regiões costeiras da Europa Ocidental), com o objetivo de avaliar diferenças na incidência do câncer de intervalo durante o período de dois anos,  contou com a participação de mais de 40 mil mulheres, entre 50 e 75 anos, com mamas extremamente densas e com resultados mamográfico normal. Parte delas foi submetida à ressonância e parte permaneceu no grupo de rastreamento mamográfico isolado habitual.

Mulheres com mamas muito densas tem o risco de câncer de mama aumentado, e quanto maior a densidade, mais difícil se torna a revelação do tumor na mamografia de rastreio (câncer de mama diagnosticado no intervalo entre exames em mulheres assintomáticas). O tumor de intervalo pode ser definido como verdadeiro, sinais mínimos e falso-negativo.

No grupo que faria ressonância foram alocadas 8.061 mulheres, das quais, 4.783 foram de fato submetidas ao exame, e dentre estas 79 apresentaram câncer de mama detectado já na primeira RM. As mulheres com RM normal foram submetidas a novo exame após seis meses – dessas, 4 foram diagnosticadas com câncer de intervalo (0,8/1000).

As pacientes inicialmente alocadas no grupo da RM, mas que não fizeram o exame, ficaram em acompanhamento por 2 anos. Dessas, 16 foram diagnosticadas com câncer de intervalo ao final do seguimento (4,9/1000 pacientes). Em relação às 32.312 mulheres no rastreio mamográfico isolado, 161 tiveram câncer de intervalo (5/1000 pacientes).

A realização de mamografia suplementar foi associada com uma taxa de detecção de câncer de 16,5 a cada 1000 rastreios, com uma taxa de falso positivo de 8%. Das mulheres submetidas à biópsia de mama, indicada pela RM alterada, 26,3% tinham câncer de mama e 73,7% não foram diagnosticadas com a doença.

O estudo conclui que o rastreio suplementar com RM em mulheres com mamas extremamente densas foi capaz de detectar significativamente menos casos de câncer de intervalo do que o rastreio mamográfico isolado habitual. São necessários mais estudos considerando os dados iniciais, com seguimento mais longo, a fim de avaliar o efeito na taxa de cânceres avançados e eventualmente na mortalidade.

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma, correspondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano e também pode acometer homens, representando apenas 1% do total de casos da doença. É causado pela multiplicação desordenada de células da mama, esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. A estimativa é de 59.700 de novos casos de acordo com o INCA. Número de mortes é de 15.593, sendo 15.403 mulheres e 187 homens (2015 – Atlas de Mortalidade por Câncer).

RM de Mama – Foto: divulgação internet

Segundo o Ministério da Saúde, o rastreio para câncer de mama para mulheres de baixo risco é realizado por meio do exame clinico anual em mulheres com 40-49 anos e se alterado, mamografia; e exame clínico e mamografia de rastreio a cada dois anos em mulheres com  50-69 anos. Nas pacientes com alto risco (mulheres com história familiar positiva para câncer de mama, parente de primeiro grau com história de câncer < 50 anos, câncer bilateral, familiar homem com câncer de mama, BRCA positivo) é necessário fazer exame clinico e mamografia anuais.

 

Fonte: PEBMED

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