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Ultrassom em baixa frequência mata células cancerígenas

Baseado na terapia da oncotripsia, estudo mostra que pulsos de ondas sonoras em baixa intensidade destroem o tecido doente sem afetar células saudáveis.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia e do Instituto de Pesquisa Beckman da cidade de Hope desenvolveram uma técnica de ultrassom direcionado de baixa intensidade que mata células cancerígenas, de forma mais seletiva e segura, sem afetar as células saudáveis vizinhas. De acordo com artigo, publicado no inicio de janeiro, na revista científica Applied Physics Letters, da AIP Publishing, com esta descoberta, os pesquisadores deram um grande passo no campo emergente da oncotripsia – tratamento direcionado que permite a identificação e a morte de células cancerígenas com base em suas propriedades físicas.

É comum o uso do ultrassom pulsado para tratamento de cânceres, entretanto as técnicas atuais usam feixes de alta intensidade que podem, também, destruir células saudáveis ou injetam contraste, o que só funciona em alguns poucos tumores. Já ao reduzir a intensidade do ultrassom e sintonizar cuidadosamente a frequência com as células-alvo, o grupo conseguiu destruir diversos tumores sem prejudicar as células saudáveis.

O laboratório de mecânica sólida da Caltech desenvolveu a teoria da oncotripsia, com base na ideia de que as células são vulneráveis ​​ao ultrassom em frequências específicas, descobrindo que em certas frequências o ultrassom de baixa intensidade (I SPTA <5 W / cm 2) fazia com que o esqueleto celular das células cancerígenas se desintegrasse, enquanto as células saudáveis ​​próximas estavam intactas. Ainda há muitas questões a serem investigadas sobre o mecanismo preciso, mas nossas descobertas são muito encorajadoras.

Segundo o autor principal do estudo, esse “ajuste” da frequência de estimulação levou a uma diferença dramática na forma como o câncer e as células saudáveis reagiram.  “Esta é uma emocionante prova de conceito para um novo tipo de terapia contra o câncer que não exige que o câncer tenha marcadores moleculares exclusivos ou que seja localizado separadamente das células saudáveis a serem visadas”, disse.

Os pesquisadores esperam que seu trabalho inspire outras pessoas a explorar a oncotripsia como um tratamento associado com a quimioterapia, imunoterapia, radiação e cirurgia. Eles planejam entender melhor o que ocorre especificamente em uma célula afetada por essa forma de ultrassom. 

O ultrassom direcionado aproveita as propriedades mecânicas das células cancerígenas para destruí-las, poupando células saudáveis. CRÉDITO: David Mittelstein

Fonte: Hypescience

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