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ARTIGO | Covid-19: O que o técnico tem que saber

O artigo espanhol, COVID-19: Lo que el técnico tiene que saber, de autoria do Dr. Alex Rovira Cañellas , foi publicado em 24 de março pela Sociedade Espanhola de Radiologia Médica (SERAM) e traz conceitos básicos sobre o Coranavírus (SARS-COV-2) assim como informações e orientações sobre o contágio e protocolos de prevenção em relação ao atendimento e ao uso de equipamentos por profissionais da saúde.

Nesta crise sanitária mundial, toda equipe dos serviços de radiologia, especialmente os técnicos,  estão trabalhando como nunca antes, e adicionando-se a esta situação de estresse estão a exposição e o aumento do risco de infecção. Portanto, é de suma importância entender a patologia e conhecer os riscos, medidas de proteção e sistemas de limpeza e desinfecção de salas.

Ciente disto e sabendo da importância do conteúdo deste artigo, o TNR Wagner Queiroga, fiscal do CRTR-SP, em tradução livre, resumiu o artigo em sua totalidade, entretanto, como o protocolo de atendimento varia de um  país para outro e aqui temos a Cartilha do Conter que estabelece o protocolo de atendimento e proteção aos profissionais das técnicas radiológicas no Brasil, optamos por publicar apenas o trecho destinado às técnicas de limpeza e de desinfecção de equipamentos.

 

 

 

 

Introdução

A infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) trouxe um desafio ao sistema de saúde raramente experimentado nas últimas décadas. O papel desempenhado pelos serviços de radiologia é fundamental no tratamento de pacientes com infecção por COVID-19 e essa importância provavelmente aumentará à medida que aprendermos mais sobre a doença.

Nesse contexto, a equipe técnica está desempenhando um papel crítico. Um número muito significativo de varreduras é realizado em equipamentos portáteis e é essencial minimizar os riscos das pessoas expostas. Os serviços de radiologia devem estabelecer procedimentos claros nos quais as normas são estabelecidas para que o trabalho do pessoal técnico seja realizado com segurança.

O objetivo deste documento é disseminar o conhecimento mínimo sobre a infecção por COVID-19, os conceitos básicos de segurança em termos de riscos de infecção e técnicas de limpeza e desinfecção de equipamentos. É importante lembrar que estamos enfrentando uma nova doença na qual todos estamos aprendendo dia a dia.

As informações incluídas neste artigo são provenientes de fontes oficiais do Ministério da Saúde espanhol, de publicações que são referências e da experiência da equipe que já trabalhou com esses pacientes. Essas recomendações podem mudar de um país para outro, dependendo da disponibilidade de equipamentos ou procedimentos locais. Além disso, as próprias recomendações oficiais mudam periodicamente, por isso é recomendável consultar as fontes citadas no final do documento original periodicamente.

 

Como cuidar de equipamentos

 

O cuidado com equipamentos requer medidas básicas para garantir que a sala possa ser usada pelos pacientes e que o processo de limpeza e desinfecção não danificarão o equipamento. É necessário diferenciar:

 

  • Limpeza: remover a sujeira ou restos de material, isso pode ser feito com sabão e água ou com alguns detergentes. Nunca use detergentes ou solventes orgânicos. Produtos de limpeza poderosos, álcool e produtos de limpeza orgânicos podem alterar a superfície do equipamento.

 

  • Desinfecção: consiste em reduzir a carga de microrganismos, assumindo que alguns persistirão, mas com níveis não perigosos, que são classificados em:
    1. Nível baixo: elimina bactérias, alguns vírus e alguns fungos, mas não o bacilo ou esporos da tuberculose. Geralmente é usado em superfícies e desinfetantes da sala e precisa de tempos de contato curtos (menos de 10 minutos).
    2. Nível intermediário: eles eliminam o bacilo dos tubérculos, assim como quase todas as bactérias, vírus e fungos. São usados ​​desinfetantes de uso muito amplo que podem ser aplicados em superfícies.
    3. Alto nível: mata todos os germes, exceto esporos bacterianos. É usado em dispositivos médicos que entram em contato com a mucosa ou a pele não intacta (como endoscópios ou equipamentos de anestesia).

 

  • Esterilização: remove todos os micro-organismos da superfície, incluindo endósporos bacterianos. É aquele usado nos chamados equipamentos críticos, como sondas de endocavidade, instrumentação cirúrgica ou certos materiais intervencionistas reutilizáveis.

 

O coronavírus é um vírus coberto por uma camada lipídica, o que o torna muito sensível ao sabão e desinfetantes em uso regular. Para equipamentos médicos padrão contaminados com o germe, o nível médio/baixo de desinfecção é suficiente, não sendo necessários produtos especiais e, geralmente, cinco minutos de aplicação do desinfetante são suficientes para eliminar o vírus. Por exemplo, uma solução de hipoclorito de sódio a 0,1% (alvejante), 62-71% de etanol ou peróxido de hidrogênio (água oxigenada) a 0,5% por um minuto pode inativar o vírus.

  • A solução não será aplicada diretamente, mas uma gaze, compressa ou pano limpo será ensopado, o que será usado na limpeza do equipamento.
  • O cuidado com as salas e os materiais deve começar com uma limpeza adequada, seguindo a política normal de limpeza e desinfecção do serviço.
  • Antes de aplicar qualquer produto ao equipamento, deve-se verificar, consultando o fabricante, se ele pode ser usado em cada um deles sem risco para o equipamento.
  • Existem panos desinfetantes no mercado que podem ser usados ​​em alguns equipamentos.
  • É importante que não haja umidade na superfície perto do paciente.
  • Além de limpar e desinfetar o equipamento, a sala deve ser limpa e desinfetada. O pessoal da limpeza deve ser treinado para esse tipo de atividade e deve usar o material de proteção apropriado. É importante coordenar esses estudos com a equipe de limpeza, para que o tempo de inatividade na sala seja o mais curto possível.
  • Os lençóis, toalhas e outro material usado em cada exame serão trocados com cada paciente. Não precisa de tratamento especial e será processado de acordo com os procedimentos normais do centro.
  • Alguns especialistas recomendam que, uma vez desinfetada, a sala seja fechada e não utilizada por uma hora para facilitar a renovação do ar. Não há consenso sobre esse assunto.

 

 

Como melhorar a segurança do serviço

 

A SERAM desenvolveu uma série de recomendações gerais que buscam tornar o design do serviço o mais seguro possível. Eles podem ser baixados neste link: https://seram.es/images/site/Recomendaciones_generales_RX_COVID-19.pdf

Alguns procedimentos podem afetar a equipe, e algumas medidas são necessárias:

  • É necessário implantar algum procedimento para identificar todos os casos ou suspeitas de casos.
  • É interessante dividir a equipe em grupos de trabalho independentes. Isso dificulta a propagação potencial do vírus por todos os trabalhadores.
  • Os circuitos e equipamentos da sala devem ser considerados “sujos” (para pacientes com suspeita ou infecção) e “limpos” (para casos sem infecção). É importante que esses circuitos e zonas sejam claramente identificados e que sejam tomadas medidas para respeitá-los.
  • É importante manter um registro dos casos (suspeitos e confirmados), para que a pessoa que foi exposta em cada caso possa ser rastreada.
  • Além disso, é essencial que o técnico que realizou o estudo esteja registrado no Sistema de Informação Radiológica.

 

Medidas gerais de segurança para a equipe

 

  • Respeitar as distâncias de segurança, tanto com os pacientes quanto entre trabalhadores. Isso é muito importante nas áreas comuns do serviço e quando você passa algum tempo sem se movimentar (como nas áreas de descanso, refeitórios, etc.).
  • Usar o material de proteção corretamente e quando necessário. Se o material não for colocado corretamente, ele pode não proteger adequadamente. E se você usar luvas ou mascaras continuamente sem que seja necessário, é provável que você acabe tocando e contaminando, o que não protege mais e pode contaminar superfícies ou infectar outros profissionais.
  • É importante limpar e desinfetar todo o material comum (computadores, telefones). Na medida do possível, esse material não será compartilhado. Se um trabalho for compartilhado por vários técnicos, eles serão claramente identificados.
  • Evite, tanto quanto possível, que equipes que não estejam em serviço, entrem na área de radiologia. Caso entre, evite tocar no material, principalmente nos teclados de computador.

 

Clique  para ter acesso a íntegra da versão original em espanhol:  Covid-19 : Lo que el técnico tiene que saber