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Uso de cabines para desinfecção de pessoas não são eficazes, alerta Anvisa

Através da nota técnica 51/2020 a Anvisa alerta sobre a eficácia do uso de  câmaras, cabines e túneis para desinfecção de pessoas no combate à Covid-19

Em 14 de maio, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou a nota técnica nº 51/2020 que reúne orientações destinadas ao esclarecimento da população sobre a utilização de estruturas (câmaras, cabines e túneis) para desinfecção das pessoas em locais públicos com o objetivo de prevenir infecções pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2), responsável pela Covid-19.

A elaboração deste documento demonstra a preocupação da agência diante propagação de informações sobre o uso deste método. Muitas prefeituras têm instalado cabines de desinfecção em diversos locais da cidade, como ruas de grande circulação e rodoviárias, por exemplo,  com o intuito de que as pessoas, ao passarem pela estrutura, sejam “desinfetadas”. O método também tem sido adotado em alguns hospitais, como procedimento para desinfecção da paramentação usada pelos profissionais de saúde. Outro problema relacionado à divulgação é que, a duração de 20 a 30 segundos para o procedimento não seria suficiente para garantir o processo de desinfecção.

De acordo com o documento, não existe no momento, nenhuma evidência científica sobre a eficácia e a segurança desse tipo de procedimento, uma vez que esse mecanismo não tem a capacidade de inativar o vírus do corpo humano, além de poder ser prejudicial a saúde devido aos produtos saneantes, tais como hipoclorito de sódio, dióxido de cloro, peróxido de hidrogênio, quaternários de amônio, ozônio, iodo, triclosan, clorexidina, entre outros, serem aplicados diretamente na pele.

Através da NT,  a Anvisa esclarece que atualmente não existe produto aprovado pela Agência para a desinfecção de pessoas. Todos os produtos saneantes desinfetantes aprovados foram avaliados para aplicação em objetos e superfícies, e não diretamente em pessoas,  e dessa forma, não foram avaliadas a segurança e eficácia desses produtos nessa última situação.

Fora isso, a Agência revisou documentos, estudos e artigos internacionais obtidos através de fontes governamentais como a OMS, a FDA, o CDC  e a ECHA e não encontrou evidências científicas, até o momento,  que comprovem de que o uso dessas estruturas seja eficaz no combate combate à Covid-19.

 

 Acesse a íntegra da NT 51/2020.

 

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária 

Foto: Reprodução Internet