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Estudo utiliza ressonância magnética para prevenir doenças em bebês

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Utilizando a ressonância magnética de prótons, pesquisadores escanearam o cérebro de recém-nascidos e criaram um método, que facilita a prevenção e o tratamento de possíveis doenças.

Ryan Larsen utilizou a Ressonância magnética para avaliar os níveis de metabólicos no cérebro infantil
Ryan Larsen e seus colegas no Instituto Beckman desenvolveram um novo método para avaliar os níveis de metabólicos no cérebro infantil — Foto: Fred Zwicky

Através da ressonância magnética de prótons, os pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, avaliaram a concentração de vários marcadores químicos, chamados metabólitos, no cérebro.

Assim, eles criaram uma ferramenta que compilou os dados de 140 bebês com idades entre um e três meses, para determinar os intervalos normais para esses metabólitos. A nova ferramenta de acesso aberto, permite que médicos e cientistas avaliem a saúde do cérebro infantil.

O estudo

Os pesquisadores do Instituto Beckman de Ciência e Tecnologia Avançada da Universidade de Illinois, liderados por Ryan Larsen, utilizaram a ressonância magnética de prótons para gerar gráficos que medem a quantidade de metabólitos (produtos do metabolismo) no cérebro dos bebês.

Esses metabólitos podem ser fundamentais nos primeiros meses de formação dos bebês. Ao compilar os dados de vários metabólitos, eles criaram a ferramenta. Esta ferramenta utiliza valores padronizados que podem ser usados para avaliar a concentração das substâncias no cérebro das crianças.

O estudo publicado nesta quarta-feira (28) pela revista especializada NMR“, contou com a participação de 140 bebês com idades entre um e três meses.

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Antes da criação dessa nova ferramenta, segundo os autores, o método iria precisar de cálculos e imagens complexas de dentro e fora dos tecidos cerebrais, tornando o diagnóstico mais caro e lento.

“Essa é uma maneira mais fácil e confiável de avaliar as concentrações das substâncias do metabolismo cerebral dos bebês. Isso facilitaria, portanto, a prevenção e o tratamento de possíveis problemas ainda nos primeiros meses de vida’, explicou Larsen.

A equipe de cientistas analisou sete substâncias principais do metabolismo cerebral que podem ajudar a prevenir doenças cerebrais futuras. A partir deste banco de dados, com acesso aberto,  é possível apontar uma escala de acordo com o desenvolvimento do cérebro do bebê. Com isso, os especialistas podem ter acesso a uma lista com diferentes combinações para entender o perfil do recém-nascido em observação.

Ellen Grant, professora de radiologia e pediatria da Faculdade de Medicina de Harvard também assina o artigo. Para ela, os metabólitos medidos pelo grupo são importantes para o crescimento das crianças, desenvolvimento e funções cerebrais. Níveis baixos podem ser o primeiro sinal de uma doença ou problema futuros.

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Para o instrutor de radiologia do Hospital Infantil de Boston e um dos autores da pesquisa, Borjan Gagoski, “A análise das substâncias é realmente difícil de fazer, mas, quando feita da maneira certa, pode nos ajudar a descobrir mais sobre o cérebro e é muito importante monitorar a saúde do cérebro nesta fase da vida”, disse.